Aqui, faço um apelo nesse Blog para organização de um plebiscito. Assim como está sendo organizado um projeto semelhante em prol do limite de propriedades rurais, precisamos acelerar o processo de evolução democrática do socialismo. Precisamos enviar um projeto a ser aprovado por plebiscito para moldar um novo modelo democrático, de cunho socialista, idealizado por Anarquistas como Bakunin, onde tal estrutura já foi adotada em partes por Cuba. Trata-se do federalismo libertário:
1. A representatividade deve ser de um delegado de cada cidade ou bairro para a Assembléia Estadual e Federal;
2. Criação de conselhos populares, de modo a promover atuação mais direta da população na manutenção dos assuntos públicos;
3. Dar mais autonomia aos municípios, de modo que possam ter maior liberdade de organização, descentralizando o poder público, e colocando-o nas mãos da população, minimalizando o poder central, tanto juridica como economicamente;
4. Possibilitar maiores criações e divisões novas de municípios, visando a liberdade de organização por objetivos comuns, e pelo poder popular direto;
5. Qualquer decisão tomada pelo congresso nacional ou estadual, deve ser colocada para aprovação em referendo ou plebiscito, deixando de atribuir essa função ao poder executivo;
6. Caberá ao poder executivo apenas coordenar e gerenciar os debates das assembléias;
Pelo poder popular! Socialismo Libertário Vive!
Vamos nos organizar para ver se isso será colocado em plebiscito, mas se não o for, toda a população que assinou o projeto saberá quem é o tirano, e irá reivindicar esse sistema por outros meios. Avante!!!
sábado, 4 de setembro de 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
O Socialismo do Século XXI
Após Francis Fukuyama dar paz ao neoconservadorismo ao declarar "O FIM DA HISTÓRIA" com a consolidação do capitalismo e pregando a morte do socialismo, tudo pareceu estar perdido para quem sofre com o capitalismo (aliás, a grande maioria sofre). Com a derrocada do socialismo do leste europeu decorrente das políticas Stalinistas autoritárias e burocráticas e por uma série de guerras internas e externas, PARECIA que o sonho por uma sociedade justa ali morria depois de tudo, onde os paladinos passaram a ditadores e coveiros do socialismo.
Os EUA por sua vez, juntamente com a classe dominante, vendo a grande tendência revolucionária dos países latinos, passou a fazer uma contra-revolução antes mesmo que as revoluções comessacem. A mídia americana (assim como a Rede Globo) começavam a difamar o comunismo como ideologia dizendo até que comunistas eram canibais e comiam criancinhas, e popularizavam o anarquismo (vertente libertária do socialismo) como bagunça ou desordem (rótulo que pegou até hoje). Cuba, sendo o bordel americano, sofrendo muitas opressões da ditadura de Fulgêncio Batista, grande favorecedor do imperialismo norte-americano, se revolta em massa contra essa opressão, visando a liberdade nacional e igualdade social. Diante dessa vitória popular, os EUA aplicaram um bloqueio economico criminoso contra Cuba sem nenhum motivo, além de financiar milhões em propaganda contra Cuba, que até hoje é difamada de ditadura, quando na verdade é uma República Parlamentarista onde nenhum partido indica candidatos (nem o partido comunista) e sim, o povo de acordo com as localidades.
Vendo o mesmo perigo em outros países, começou a difamar as guerrilhas populares taxando elas de terroristas e inimigas da democracia.
Nem mesmo quando o socialismo foi escolhido nas urnas ele não sobreviveu. No Chile, após o povo escolher nas urnas o socialismo, é feito um Golpe de Estado instaurando a ditadura de Pinochet. No Brasil, o Social-Democrata João Goulart (eleito pelo povo) é visto como Comunista pela burguesia brasileira e foi deposto por um golpe militar. Na Venezuela, Hugo Chávez é eleito várias vezes, mas até hoje seu governo é difamado como autoritário (tal como em Cuba).
Vemos aí que mesmo que as classes que nos dominam declarem o fim da história e tentem matar as esperanças de mudar o mundo pra melhor, nós seguimos em frente com o SOCIALISMO DO SÉCULO XXI.
Essa denominação é pelo caráter popular e neodemocrático que assume a atual ideologia socialista. Rompendo com o velho modelo soviético, podemos observar várias denominações: neomarxismo, neotrotskysmo, marxismo libertário, ou mesmo um forte tom anarquista no socialismo. Atualmente o socialismo nasce mais forte do que nunca na América Latina, como expressão de liberdade e democracia. Trata-se de esperar que a sociedade civil seja o Estado, que o Estado possa estar sob controle de todos para que assim se possa fazer o resto das reformas necessárias.
Os países do Socialismo do Século XXI assumem varias formas, até porque alguns nem sequer se denominam socialistas:
Cuba, o mais tradicional, possui uma democracia quase que direta, pois o controle que a população exerce sobre o Estado é de uma forma que elimina as hierarquias, mesmo que ainda não seje de forma perfeita (anarquista), sendo tudo feito com consenso de todos.
Na Venezuela, Hugo Chávez foi reeleito várias vezes (pois assim como Fidel Castro, é um símbolo histórico no país, e como candidato é muto difícil de competir diante de tanta popularidade). Ele costuma promover referendos e plebiscitos para execução de ações que tem risco de desaprovação popular. A socialização dos meios de produção está sendo feita gradativamente e democraticamente.
Na China, o país aderiu ao capitalismo mas o governo ainda é comunista, e possui muitos traços Maoístas e ditatoriais com a combinação da cultura das "Dinastias Mienares", não correspondendo à nova face do socialismo do século XXI.
O Brasil não é declarado socialista, mas está num estágio de socialismo ainda mais avançado que o da Venezuela (que se auto-denomina socialista). De certa forma, o Governo LULA foi um governo social-democrata, sem uma "luta" contra a burguesia e sua existência, mas foi fortemente fiscal e voltada para políticas públicas e com impostos fortemente progressivos (impostos tais que são motivos de grandes protestos burgueses). O Brasil adquire a "cara" de socialismo moderno por ser democrático, e misto, onde a propriedade privada coexiste, mas todos podem ter acesso. Em outras palavras, a burguesia ainda existe, mas a classe trabalhadora não depende apenas dela para sobreviver, pois programas como "Minha Casa, Minha Vida" fazem com que o indivíduo que não tem condições de comprar um imóvel possam receber um financiamento do Estado sem que seja necessária fazer expropriações ou estatizações de propriedades O Bolsa-Família permite que os pobres tenham o mesmo acesso às coisas que ateriormente não tinham. O ENEM proporcionou a inclusão de muitas pessoas no Ensino Superior maximizando a utilização das vagas.
A burguesia idealista do liberalismo declara que sua classe está que nem uma rã fervendo num caldeirão. De acordo com a postagem desses burgueses neoliberais que confessam que a democracia está proporcionando o socialismo: http://www.alertatotal.net/2007/05/o-socialismo-do-sculo-xxi.html posso citar o trecho:
"(...) aqui no Brasil, as pessoas que detém um mínimo de conhecimento para saber o que é o tal socialismo proposto (na realidade, comunismo é a palavra mais correta) e os males que ele já causou ao mundo, dormem em berço esplendido, acreditando que tal ideocracia é coisa de “cucaracho atrasado” e que nunca poderá ser implementada em um país progressista como o nosso.
Não percebem que tais sandices já foram implementadas e estão em processo muito mais avançado do que na própria Venezuela. Tonto é o brasileiro que acredita que a coisa seria feita na base da expropriação dos bens de capital com tropas invadindo sua casa e lhe arrancando à pescotapas de sua propriedade. Isso não existe mais, não porque inexistam pessoas que gostariam que fosse assim, mas sim porque mesmo essas pessoas sabem que isso seria ineficaz e provocaria uma reação violenta da sociedade.
O processo atual é mais sutil e passa despercebido pela imensa maioria da população. Trata-se, simplesmente, de concentrar as riquezas da sociedade em um de seus setores apenas e – no momento certo – promover a estatização deste setor.
Se o leitor está confuso, pare um pouco e reflita:
Quando o cidadão brasileiro comum vai, por exemplo, a uma loja comprar um carro, o que ele está comprando?
Quem respondeu – um automóvel – equivocou-se completamente. O cidadão está comprando DINHEIRO. A grande maioria das pessoas hoje não tem condições financeiras para comprar um carro, mesmo dos modelos chamados “populares”, a vista.
Faz-se, então, uma “raspa de tacho” nas economias, se paga uma entrada e financia o resto. As parcelas do financiamento somadas, muitas vezes são suficientes para comprar dois carros iguais e como o cidadão comum pode dispor de pouco de seu orçamento para investir em um automóvel, dilui a dívida em três ou quatro anos. Ao pagar a última prestação, muito provavelmente o veículo estará em frangalhos – dada a qualidade dos automóveis vendidos no Brasil – e precisará ser substituído. A equação, então, recomeça do zero.
Ao ir ao supermercado o cidadão está comprando provisões?
Não. Está comprando DINHEIRO. No momento em que se utiliza do cartão de crédito ou avança no cheque especial ele compra dinheiro para poder trocar por alimentos. Se não honrar com os juros exorbitantes (o preço do dinheiro) impostos pelo banco ou pela operadora do cartão, terá seu nome inscrito, sem qualquer direito de defesa, no “rol dos culpados” chamado SERASA e só poderá voltar a comprar alimentos se tiver dinheiro vivo para pagar a vista.
Estabeleça o leitor este parâmetro para qualquer bem – de consumo ou de capital – e verá que no Brasil de hoje a grande maioria das pessoas não compra nada além de dinheiro. A face mais cruel desta realidade, inclusive, se dá com os tais “empréstimos consignados”, onde o Banco garante que irá encher as burras de dinheiro tomando diretamente da folha de pagamento ou benefício previdenciário do cidadão. Some isso a um povo ignorante e se verá o grau de controle que as instituições bancárias têm sobre o cidadão.
São os bancos e operadores de crédito em geral, e não a consciência individual que decidem quando, como onde e porque gastar. Ouse não pagar e o sistema se encarrega de lançar seu nome na lista de maus pagadores (SERASA, SCPC et caterva). O mais irônico, é que o setor bancário – e não só ele - além de recusar clientes que tenham o nome inscrito nestes órgãos, recusa também empregar quem esteja “negativado”, criando uma equação monstruosa, onde o cidadão desempregado se endivida, muitas vezes para manter o sustento da família, e não consegue ingressar ao mercado de trabalho e pagar as suas dívidas justamente por estar endividado.
O leitor deve estar se perguntando: E o que diabos isso tem com o “socialismo do século XXI”?
A resposta é simples: Tudo. Quem determina a taxa de juros que em última instância será cobrada pelo setor financeiro é o COPOM. Quem fiscaliza e dita regras ao sistema financeiro é o Banco Central do Brasil. Quem define o quanto será tributado e de quem, tornando este ou aquele bem mais ou menos acessível ao grosso da população é o Estado. Isso significa que é o Estado que dita quanto, quando e o que você vai comprar. É o “Grande Irmão” que sabe exatamente as necessidades de cada brasileiro e manipula – via política tributária e de juros – o quanto cada cidadão poderá acrescentar em seu patrimônio pessoal.
Dito isso, façamos um pequeno exercício de “futurologia”. Imaginemos que em determinado momento, seja divulgado um grande escândalo, uma grande falcatrua financeira (no Brasil atual isso é o que não falta) envolvendo duas ou três das maiores instituições bancárias do país. Imagine a Polícia Federal, com todo o seu aparato de mídia, entrando com metralhadoras no luxuoso escritório de um banqueiro e levando o sujeito algemado dali. Cria-se a CPI dos bancos e os nossos “dignos representantes” concluem, após meses de discussões acaloradas e declarações bombásticas, que o Governo precisa ter um maior controle sobre o setor financeiro privado.
Criam-se novos mecanismos legislativos que engessam completamente o setor, praticamente tornando os bancos um braço do Estado. Neste caso, não estarão o patrimônio e até o salário e aposentadoria (lembremos do empréstimo consignado) sob o total controle do Estado?"
Quanto a esse ponto de vista não tenho muito a declarar, pois tratam-se de temores típicos de uma minoria, a burguesia, que resumem as relações sociais nas suas próprias liberdades de compra e venda, sem levar em conta mais nada; à esse tipo de reclamação não há necessidade de dar muita credibilidade;
A questão é: Não desanimem compaheiros, nossa luta pelo socialismo não está morta, e muito menos concluída, a nossa luta deve ser por colocar nas mãos do povo o poder de gerir a sociedade. Temos que lutar por um Federalismo Libertário, para que o processo de construção do socialismo do Século XXI avançar ainda mais, pois enquanto evolui gradativamente o processo de combate à miséria, lutemos por uma Gestão Coletiva e Popular dos assuntos públicos (destruindo o nosso modelo Burguês e Burocrático de democracia). APÓS LER ESSE TEXTO, CABE A VOCÊ ESCOLHER SE QUER MESMO UMA SOCIEDADE MAIS JUSTA, OU SE CONTINUARÁ AÍ SENTADO IMAGINANDO UM SOCIALISMO IDEAL.
OBRIGADO!
Os EUA por sua vez, juntamente com a classe dominante, vendo a grande tendência revolucionária dos países latinos, passou a fazer uma contra-revolução antes mesmo que as revoluções comessacem. A mídia americana (assim como a Rede Globo) começavam a difamar o comunismo como ideologia dizendo até que comunistas eram canibais e comiam criancinhas, e popularizavam o anarquismo (vertente libertária do socialismo) como bagunça ou desordem (rótulo que pegou até hoje). Cuba, sendo o bordel americano, sofrendo muitas opressões da ditadura de Fulgêncio Batista, grande favorecedor do imperialismo norte-americano, se revolta em massa contra essa opressão, visando a liberdade nacional e igualdade social. Diante dessa vitória popular, os EUA aplicaram um bloqueio economico criminoso contra Cuba sem nenhum motivo, além de financiar milhões em propaganda contra Cuba, que até hoje é difamada de ditadura, quando na verdade é uma República Parlamentarista onde nenhum partido indica candidatos (nem o partido comunista) e sim, o povo de acordo com as localidades.
Vendo o mesmo perigo em outros países, começou a difamar as guerrilhas populares taxando elas de terroristas e inimigas da democracia.
Nem mesmo quando o socialismo foi escolhido nas urnas ele não sobreviveu. No Chile, após o povo escolher nas urnas o socialismo, é feito um Golpe de Estado instaurando a ditadura de Pinochet. No Brasil, o Social-Democrata João Goulart (eleito pelo povo) é visto como Comunista pela burguesia brasileira e foi deposto por um golpe militar. Na Venezuela, Hugo Chávez é eleito várias vezes, mas até hoje seu governo é difamado como autoritário (tal como em Cuba).
Vemos aí que mesmo que as classes que nos dominam declarem o fim da história e tentem matar as esperanças de mudar o mundo pra melhor, nós seguimos em frente com o SOCIALISMO DO SÉCULO XXI.
Essa denominação é pelo caráter popular e neodemocrático que assume a atual ideologia socialista. Rompendo com o velho modelo soviético, podemos observar várias denominações: neomarxismo, neotrotskysmo, marxismo libertário, ou mesmo um forte tom anarquista no socialismo. Atualmente o socialismo nasce mais forte do que nunca na América Latina, como expressão de liberdade e democracia. Trata-se de esperar que a sociedade civil seja o Estado, que o Estado possa estar sob controle de todos para que assim se possa fazer o resto das reformas necessárias.
Os países do Socialismo do Século XXI assumem varias formas, até porque alguns nem sequer se denominam socialistas:
Cuba, o mais tradicional, possui uma democracia quase que direta, pois o controle que a população exerce sobre o Estado é de uma forma que elimina as hierarquias, mesmo que ainda não seje de forma perfeita (anarquista), sendo tudo feito com consenso de todos.
Na Venezuela, Hugo Chávez foi reeleito várias vezes (pois assim como Fidel Castro, é um símbolo histórico no país, e como candidato é muto difícil de competir diante de tanta popularidade). Ele costuma promover referendos e plebiscitos para execução de ações que tem risco de desaprovação popular. A socialização dos meios de produção está sendo feita gradativamente e democraticamente.
Na China, o país aderiu ao capitalismo mas o governo ainda é comunista, e possui muitos traços Maoístas e ditatoriais com a combinação da cultura das "Dinastias Mienares", não correspondendo à nova face do socialismo do século XXI.
O Brasil não é declarado socialista, mas está num estágio de socialismo ainda mais avançado que o da Venezuela (que se auto-denomina socialista). De certa forma, o Governo LULA foi um governo social-democrata, sem uma "luta" contra a burguesia e sua existência, mas foi fortemente fiscal e voltada para políticas públicas e com impostos fortemente progressivos (impostos tais que são motivos de grandes protestos burgueses). O Brasil adquire a "cara" de socialismo moderno por ser democrático, e misto, onde a propriedade privada coexiste, mas todos podem ter acesso. Em outras palavras, a burguesia ainda existe, mas a classe trabalhadora não depende apenas dela para sobreviver, pois programas como "Minha Casa, Minha Vida" fazem com que o indivíduo que não tem condições de comprar um imóvel possam receber um financiamento do Estado sem que seja necessária fazer expropriações ou estatizações de propriedades O Bolsa-Família permite que os pobres tenham o mesmo acesso às coisas que ateriormente não tinham. O ENEM proporcionou a inclusão de muitas pessoas no Ensino Superior maximizando a utilização das vagas.
A burguesia idealista do liberalismo declara que sua classe está que nem uma rã fervendo num caldeirão. De acordo com a postagem desses burgueses neoliberais que confessam que a democracia está proporcionando o socialismo: http://www.alertatotal.net/2007/05/o-socialismo-do-sculo-xxi.html posso citar o trecho:
"(...) aqui no Brasil, as pessoas que detém um mínimo de conhecimento para saber o que é o tal socialismo proposto (na realidade, comunismo é a palavra mais correta) e os males que ele já causou ao mundo, dormem em berço esplendido, acreditando que tal ideocracia é coisa de “cucaracho atrasado” e que nunca poderá ser implementada em um país progressista como o nosso.
Não percebem que tais sandices já foram implementadas e estão em processo muito mais avançado do que na própria Venezuela. Tonto é o brasileiro que acredita que a coisa seria feita na base da expropriação dos bens de capital com tropas invadindo sua casa e lhe arrancando à pescotapas de sua propriedade. Isso não existe mais, não porque inexistam pessoas que gostariam que fosse assim, mas sim porque mesmo essas pessoas sabem que isso seria ineficaz e provocaria uma reação violenta da sociedade.
O processo atual é mais sutil e passa despercebido pela imensa maioria da população. Trata-se, simplesmente, de concentrar as riquezas da sociedade em um de seus setores apenas e – no momento certo – promover a estatização deste setor.
Se o leitor está confuso, pare um pouco e reflita:
Quando o cidadão brasileiro comum vai, por exemplo, a uma loja comprar um carro, o que ele está comprando?
Quem respondeu – um automóvel – equivocou-se completamente. O cidadão está comprando DINHEIRO. A grande maioria das pessoas hoje não tem condições financeiras para comprar um carro, mesmo dos modelos chamados “populares”, a vista.
Faz-se, então, uma “raspa de tacho” nas economias, se paga uma entrada e financia o resto. As parcelas do financiamento somadas, muitas vezes são suficientes para comprar dois carros iguais e como o cidadão comum pode dispor de pouco de seu orçamento para investir em um automóvel, dilui a dívida em três ou quatro anos. Ao pagar a última prestação, muito provavelmente o veículo estará em frangalhos – dada a qualidade dos automóveis vendidos no Brasil – e precisará ser substituído. A equação, então, recomeça do zero.
Ao ir ao supermercado o cidadão está comprando provisões?
Não. Está comprando DINHEIRO. No momento em que se utiliza do cartão de crédito ou avança no cheque especial ele compra dinheiro para poder trocar por alimentos. Se não honrar com os juros exorbitantes (o preço do dinheiro) impostos pelo banco ou pela operadora do cartão, terá seu nome inscrito, sem qualquer direito de defesa, no “rol dos culpados” chamado SERASA e só poderá voltar a comprar alimentos se tiver dinheiro vivo para pagar a vista.
Estabeleça o leitor este parâmetro para qualquer bem – de consumo ou de capital – e verá que no Brasil de hoje a grande maioria das pessoas não compra nada além de dinheiro. A face mais cruel desta realidade, inclusive, se dá com os tais “empréstimos consignados”, onde o Banco garante que irá encher as burras de dinheiro tomando diretamente da folha de pagamento ou benefício previdenciário do cidadão. Some isso a um povo ignorante e se verá o grau de controle que as instituições bancárias têm sobre o cidadão.
São os bancos e operadores de crédito em geral, e não a consciência individual que decidem quando, como onde e porque gastar. Ouse não pagar e o sistema se encarrega de lançar seu nome na lista de maus pagadores (SERASA, SCPC et caterva). O mais irônico, é que o setor bancário – e não só ele - além de recusar clientes que tenham o nome inscrito nestes órgãos, recusa também empregar quem esteja “negativado”, criando uma equação monstruosa, onde o cidadão desempregado se endivida, muitas vezes para manter o sustento da família, e não consegue ingressar ao mercado de trabalho e pagar as suas dívidas justamente por estar endividado.
O leitor deve estar se perguntando: E o que diabos isso tem com o “socialismo do século XXI”?
A resposta é simples: Tudo. Quem determina a taxa de juros que em última instância será cobrada pelo setor financeiro é o COPOM. Quem fiscaliza e dita regras ao sistema financeiro é o Banco Central do Brasil. Quem define o quanto será tributado e de quem, tornando este ou aquele bem mais ou menos acessível ao grosso da população é o Estado. Isso significa que é o Estado que dita quanto, quando e o que você vai comprar. É o “Grande Irmão” que sabe exatamente as necessidades de cada brasileiro e manipula – via política tributária e de juros – o quanto cada cidadão poderá acrescentar em seu patrimônio pessoal.
Dito isso, façamos um pequeno exercício de “futurologia”. Imaginemos que em determinado momento, seja divulgado um grande escândalo, uma grande falcatrua financeira (no Brasil atual isso é o que não falta) envolvendo duas ou três das maiores instituições bancárias do país. Imagine a Polícia Federal, com todo o seu aparato de mídia, entrando com metralhadoras no luxuoso escritório de um banqueiro e levando o sujeito algemado dali. Cria-se a CPI dos bancos e os nossos “dignos representantes” concluem, após meses de discussões acaloradas e declarações bombásticas, que o Governo precisa ter um maior controle sobre o setor financeiro privado.
Criam-se novos mecanismos legislativos que engessam completamente o setor, praticamente tornando os bancos um braço do Estado. Neste caso, não estarão o patrimônio e até o salário e aposentadoria (lembremos do empréstimo consignado) sob o total controle do Estado?"
Quanto a esse ponto de vista não tenho muito a declarar, pois tratam-se de temores típicos de uma minoria, a burguesia, que resumem as relações sociais nas suas próprias liberdades de compra e venda, sem levar em conta mais nada; à esse tipo de reclamação não há necessidade de dar muita credibilidade;
A questão é: Não desanimem compaheiros, nossa luta pelo socialismo não está morta, e muito menos concluída, a nossa luta deve ser por colocar nas mãos do povo o poder de gerir a sociedade. Temos que lutar por um Federalismo Libertário, para que o processo de construção do socialismo do Século XXI avançar ainda mais, pois enquanto evolui gradativamente o processo de combate à miséria, lutemos por uma Gestão Coletiva e Popular dos assuntos públicos (destruindo o nosso modelo Burguês e Burocrático de democracia). APÓS LER ESSE TEXTO, CABE A VOCÊ ESCOLHER SE QUER MESMO UMA SOCIEDADE MAIS JUSTA, OU SE CONTINUARÁ AÍ SENTADO IMAGINANDO UM SOCIALISMO IDEAL.
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